Psicanálise aponta festa como espaço legítimo de descompressão emocional
O Carnaval vai além da folia e do entretenimento. Para a psicanálise, o período representa um espaço simbólico de liberdade, onde a fantasia permite que adultos voltem a brincar, expressem emoções reprimidas e acessem sensações que, ao longo do ano, ficam bloqueadas pela rotina, pelas cobranças e pelo excesso de controle social. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, o estresse crônico já afeta mais de 90% da população economicamente ativa no mundo, cenário que se reflete também no Brasil, com aumento de quadros de ansiedade, exaustão emocional e dificuldade de prazer no dia a dia. Nesse contexto, momentos de pausa e descompressão deixam de ser luxo e passam a ser necessidade de saúde mental.
Segundo o psicanalista Betto Alves, a fantasia carnavalesca cumpre um papel fundamental nesse processo. “Quando a pessoa se fantasia, ela se autoriza simbolicamente a sair do personagem rígido do cotidiano. É uma forma saudável de liberar emoções, acessar o lúdico e resgatar partes de si que ficam reprimidas durante o ano”, explica. A liberdade poética do Carnaval, afirma o psicanalista, funciona como um canal seguro para expressão emocional. “Não é sobre exagero ou fuga, é sobre permitir-se brincar novamente. A fantasia dá nome, cor e corpo a sentimentos que muitas vezes não encontram espaço na rotina produtiva”, destaca Betto Alves.
Esse olhar também abre espaço para uma reflexão no ambiente corporativo. Empresas que compreendem a importância da descompressão emocional podem usar esse insight para criar ações internas que promovam pausas conscientes, rotinas mais leves e experiências que estimulem criatividade, conexão e bem-estar, sem necessariamente reproduzir a festa, mas incorporando o princípio da liberdade emocional. “Ambientes de trabalho que permitem momentos de respiro, criatividade e descontração tendem a ter equipes mais engajadas, saudáveis e produtivas. O Carnaval nos lembra que o ser humano não é feito apenas de metas, mas também de afeto, imaginação e prazer”, afirma o psicanalista. Para Betto Alves, o convite do período é claro, respeitar os próprios limites, escolher como viver a festa, ou a pausa, e entender que cuidar da saúde emocional também passa por permitir alegria, expressão e leveza, dentro e fora do trabalho.
Serviço: Betto Alves
Psicanalista especialista em Desenvolvimento Humano
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