Trocar a certeza da CLT pelo empreendedorismo já seria uma decisão desafiadora para a maioria das pessoas. Fazer isso sem reservas financeiras, morando sozinha e ouvindo de todos que aquilo era “uma loucura”, exigiu ainda mais coragem da empresária e consultora de imagem Janaína Pontes. Anos depois de construir uma trajetória de sucesso na confeitaria e no mercado de casamentos, ela decidiu recomeçar mais uma vez, agora no universo da moda, transformando sua paixão por estilo e autoestima feminina em propósito profissional.
Antes de empreender, Janaína trabalhou como CLT em banco e também em órgão público. Foi justamente nesse período que percebeu definitivamente que não se encaixava no modelo tradicional de trabalho. “Eu tive certeza absoluta de que não tinha perfil para aquilo. Precisava construir algo meu. Desde o começo eu sentia isso e a sensação ficou impossível de ignorar”, relembra.
Foi no próprio ambiente de trabalho que ela começou discretamente a produzir doces para complementar a renda. O talento rapidamente chamou atenção e as encomendas cresceram em pouco tempo. Mesmo diante da insegurança e das críticas, decidiu pedir exoneração do cargo público para viver exclusivamente da confeitaria.
“Eu comecei do absoluto zero. Zero financeiro também. Só tinha vontade e coragem. Todo mundo dizia que eu estava cometendo a maior loucura da minha vida. E olhando friamente, talvez realmente parecesse uma loucura abandonar a estabilidade para apostar em algo tão incerto”, conta.
Os primeiros anos foram marcados por desafios intensos, aprendizado na prática e amadurecimento profissional. Janaína afirma que precisou de aproximadamente quatro anos para entender profundamente como administrar um negócio, liderar equipe, lidar com clientes e fazer a empresa funcionar de forma sustentável. Com o tempo, conquistou espaço no exigente mercado de casamentos, segmento conhecido pela alta competitividade e pressão operacional.
“Empreender é completamente diferente de trabalhar para alguém. Você leva os problemas para casa, aprende errando, amadurece na dor muitas vezes. Mas o banco me ensinou muita coisa que uso até hoje na gestão. O que mudou foi a responsabilidade de tudo depender de mim”, afirma.
Mesmo com a confeitaria consolidada e reconhecida, Janaína percebeu que já não se sentia realizada na profissão. A rotina rígida da cozinha, as limitações estéticas exigidas pela área e o desgaste emocional começaram a pesar mais do que a paixão inicial pela gastronomia. Foi então que surgiu a vontade de migrar para a moda, um universo que sempre fez parte da sua vida pessoal.
“Eu nunca sairia de uma profissão derrotada. Não era fracasso. Eu estava bem, o negócio estava funcionando, mas eu simplesmente não queria mais aquilo para mim. Queria uma vida diferente, mais conectada com quem eu sou hoje”, explica.
A transição, porém, não aconteceu de forma impulsiva. Janaína levou cerca de dois anos para encerrar completamente seus compromissos na confeitaria sem deixar contratos pendentes ou clientes desassistidos. Paralelamente, mergulhou em cursos de moda, consultoria de imagem, análise de estilo e comportamento de consumo, buscando conhecimento técnico para atuar com segurança no novo segmento.
“Gostar de moda toda mulher gosta. Outra coisa completamente diferente é entender de moda, estudar caimento, biotipo, estilo e comportamento. Eu não queria simplesmente vender roupa. Eu queria realmente ajudar as mulheres a se sentirem melhores”, destaca.
Hoje, à frente de sua marca e atuando também como consultora de imagem, Janaína transforma o atendimento em uma experiência personalizada e acolhedora. Muitas das clientes da antiga confeitaria seguem ao seu lado na nova fase profissional, fortalecendo uma relação construída ao longo dos anos baseada em confiança, proximidade e credibilidade.
A empresária também revela que precisou vencer outra barreira silenciosa ao longo da trajetória: a timidez. Apesar da exposição nas redes sociais e na mídia, ela afirma que tinha vergonha de atender clientes no início da carreira. A segurança veio com o tempo, os estudos e a maturidade emocional.
“Hoje eu consigo sentar com uma cliente, orientar, conversar e ajudar sem medo. Quando a mulher se sente bonita, segura e feliz, a energia dela muda completamente. Ela se posiciona diferente no mundo. Às vezes é um batom, uma roupa certa, um detalhe, mas aquilo transforma a autoestima dela”, afirma.
Entre recomeços, desafios e reinvenções, Janaína construiu uma trajetória marcada pela coragem de mudar de direção mesmo quando tudo parecia dar certo. Mais do que vender roupas ou criar experiências de moda, ela acredita que seu trabalho hoje é ajudar mulheres a se reconectarem consigo mesmas.
Serviço: Janaína Pontes
Empresária da Moda e Personal Stylist
41-98536-2021
@janainapontes._ / @bentobrand_
contato@bentobrand.com.br
www.bentobrand.com.br
Rua Padre Anchieta, 2443, Sala 11, Bigorrilho, Curitiba/PR.