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Black Friday, dívida em janeiro

  • todacomunicacao
  • 03/11/2026 às 15:11

Economista Noé Santiago orienta consumidores a avaliar preços e parcelas para evitar que as compras de novembro comprometam o orçamento do início do ano

O desconto anunciado na Black Friday pode perder a vantagem quando a compra compromete o pagamento das contas dos meses seguintes. Com a chegada das promoções de novembro, o economista Noé Santiago, da ANIDEA, em Curitiba, alerta para o risco de acumular parcelas que vão disputar espaço com despesas do início do ano. “Desconto bom é aquele que você consegue pagar sem comprometer o seu começo de ano. A pergunta não é apenas se o produto está barato, mas se aquela compra cabe no orçamento”, afirma.
O alerta encontra respaldo no cenário paranaense. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e pela Fecomércio PR, 87,7% das famílias do estado tinham algum tipo de dívida em setembro de 2026. Já a proporção de famílias com contas em atraso chegou a 19,3%, ante 18,5% em agosto. Os indicadores medem situações diferentes, pois ter compromissos financeiros não significa, necessariamente, estar inadimplente.
Antes de decidir pela compra, Santiago recomenda pesquisar o histórico de preços e comparar ofertas em diferentes estabelecimentos. Um percentual elevado de desconto, isoladamente, não comprova que o consumidor está diante de uma oportunidade. “Nem todo desconto é desconto. Se o preço foi aumentado antes da promoção, a redução anunciada pode ser apenas aparente. É preciso olhar quanto aquele produto custava nos últimos meses e comparar o valor final, incluindo o frete”, orienta.
Outro cuidado é distinguir necessidade de impulso. Para o economista, a sensação de aproveitar uma oferta pode levar o consumidor a gastar um dinheiro que não estava previsto no planejamento. “Pergunte a si mesmo se compraria aquilo mesmo sem a promoção. Se a resposta for não, vale reconsiderar. Comprar algo desnecessário só porque está com desconto representa uma despesa adicional, não uma economia”, explica.
O parcelamento também exige uma avaliação do conjunto das compras. Prestações pequenas, contratadas separadamente, podem formar um compromisso elevado quando somadas às despesas já existentes. “A pessoa parcela a televisão, depois o celular e os presentes. Cada prestação parece leve, mas todas chegam juntas na fatura. Antes de assumir outra parcela, é preciso abrir o cartão e verificar quanto da renda dos próximos meses já está comprometido”, afirma Santiago.
Essa projeção deve considerar despesas como tributos, material escolar e gastos das festas, conforme a realidade de cada família e os respectivos vencimentos. O economista também recomenda cautela ao antecipar o uso de décimo terceiro, bônus ou comissões ainda não recebidos. “A parcela precisa caber no orçamento de janeiro e fevereiro, não apenas no de novembro. Contar com um dinheiro que ainda não entrou aumenta o risco de faltar recurso para compromissos que já estavam previstos”, observa.
Para reduzir esse risco, a orientação é elaborar uma lista de necessidades, definir um limite total de gastos e comparar o preço à vista com o valor parcelado. Descontos no Pix ou em outros meios de pagamento devem ser avaliados sem consumir a reserva destinada às contas essenciais. “Se a compra só será possível deixando parte da fatura sem pagar ou recorrendo ao cheque especial, é hora de rever a decisão. Os juros podem eliminar a vantagem da promoção e tornar o produto mais caro”, alerta.
Para quem já enfrenta atrasos, a prioridade deve ser reorganizar o orçamento e negociar os débitos antes de assumir novas prestações. Uma eventual troca de dívida precisa considerar o custo efetivo total, o prazo e a capacidade de pagamento. “Para quem já está endividado e sem espaço no orçamento, a melhor decisão nesta Black Friday pode ser não comprar. Organizar as contas e reduzir o custo das dívidas pode trazer uma economia muito maior do que aproveitar uma oferta”, conclui Santiago.
Serviço: ANIDEA
Noé Santiago
Economista
(41) 98840-1153
@anidea.br
noe.santiago@anidea.com.br
www.anidea.com.br
Rua Marechal Deodoro, 51, Sala 205B, Centro, Curitiba/PR.

Contato: Noé Santiago – Economista especialista em crédito
Telefone: +55 41 9652-5524
E-mail: noe.santiago@anidea.com.br
Redes Sociais: @anidea.br / @onoesantiago
Site: anidea.com.br

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