Assessoria de imprensa transforma fatos em notícia, mas decisão de publicar sempre pertence aos veículos de comunicação
Muitas empresas ainda escolhem uma assessoria de imprensa acreditando que o principal diferencial está na quantidade de contatos que o profissional possui nas redações. No entanto, essa percepção não corresponde à realidade do jornalismo. Assim como o advogado não cria as leis, o assessor de imprensa também não determina o que será publicado pelos veículos de comunicação. Seu papel é identificar informações relevantes, transformá-las em pautas de interesse público e apresentá-las de forma estratégica à imprensa.
A comparação entre a advocacia e a assessoria de imprensa ajuda a compreender essa dinâmica. Enquanto o advogado utiliza os instrumentos previstos no ordenamento jurídico para defender os interesses de seu cliente, o assessor trabalha com fatos, dados, tendências, pesquisas e histórias reais para construir notícias capazes de despertar o interesse editorial. A decisão final, porém, sempre pertence ao jornalista e ao editor.
Segundo a assessora de imprensa e estrategista de reputação Verônica Pacheco da Toda Comunicação, um dos principais fatores para o sucesso de uma pauta depende do próprio cliente. “O assessor não fabrica notícias. Ele transforma conhecimento, resultados e experiências em informação de interesse público. Quanto mais relevantes forem os dados, os cases, as imagens e as novidades apresentados pelo cliente, maiores são as possibilidades de conquistar espaço na imprensa”, explica.
Outro aspecto decisivo está nas redações. Todos os dias, jornalistas recebem dezenas ou até centenas de sugestões de pauta e selecionam apenas aquelas que fazem sentido para seus leitores, ouvintes, telespectadores ou internautas. A escolha segue critérios editoriais próprios de cada veículo, levando em consideração fatores como atualidade, impacto social, interesse público e relevância econômica.
Para Verônica, esse cenário demonstra que relacionamento profissional é importante, mas nunca substitui uma boa notícia. “Construir credibilidade junto aos jornalistas ao longo dos anos facilita o diálogo e garante que a pauta chegue às pessoas certas. Mas quem convence uma redação não é o assessor. É a qualidade da informação apresentada. Quem manda é a pauta”, destaca.
Dados do levantamento Digital News Report 2025, do Reuters Institute, mostram que a credibilidade da informação continua sendo um dos fatores mais valorizados pelo público no consumo de notícias, reforçando a importância de conteúdos relevantes e bem fundamentados para conquistar espaço editorial. Ao mesmo tempo, o crescimento da concorrência entre portais, emissoras, rádios e veículos digitais torna o processo de seleção das pautas cada vez mais criterioso.
Nesse contexto, Verônica reforça que assessoria de imprensa não deve ser confundida com publicidade. Enquanto anúncios garantem espaço mediante investimento financeiro, a mídia espontânea depende exclusivamente do valor jornalístico da informação. O trabalho do assessor consiste em identificar oportunidades, construir narrativas relevantes, orientar as fontes e conectar cada história ao veículo mais adequado. A publicação é consequência da força da notícia e não da influência de quem a apresenta.
Serviço: Toda Comunicação
Verônica Pacheco
Assessora de Imprensa e Estrategista de Reputação
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Curitiba, Paraná