Falta de planejamento sucessório e irregularidades documentais estão entre as principais causas de conflitos envolvendo imóveis familiares
O imóvel próprio continua sendo o principal patrimônio da maioria das famílias brasileiras. Porém, quando não existe planejamento sucessório adequado, casas, apartamentos, terrenos e propriedades rurais podem se transformar em longas disputas judiciais, gerando custos elevados e desgastes emocionais entre os herdeiros.
A discussão ganha ainda mais relevância em cidades como Maringá, que possui um dos mercados imobiliários mais valorizados do país. Em 2025, o município apareceu entre as cidades brasileiras com maior valorização imobiliária, enquanto o setor da construção civil mantém ritmo acelerado de crescimento e novos investimentos.
Na prática, muitos problemas surgem porque os proprietários deixam de atualizar documentos, regularizar construções ou organizar previamente a sucessão dos bens. Quando ocorre o falecimento, os herdeiros encontram dificuldades para vender, financiar ou transferir os imóveis, o que acaba prolongando o inventário e aumentando os custos.
De acordo com o advogado imobiliário Carlos Alberto Zonta Junior, a situação é mais comum do que se imagina. “Grande parte dos conflitos familiares envolvendo patrimônio imobiliário poderia ser evitada com planejamento prévio. Muitas vezes encontramos imóveis sem registro adequado, construções não averbadas ou herdeiros que desconhecem completamente a situação jurídica dos bens.”
Outro problema recorrente acontece quando um dos herdeiros ocupa o imóvel enquanto os demais aguardam a conclusão do inventário. A falta de regras claras sobre uso, manutenção e divisão dos custos costuma gerar desentendimentos que acabam sendo levados ao Judiciário.
Além dos conflitos familiares, o atraso na regularização pode resultar em perda de oportunidades de venda, dificuldade para obtenção de crédito e aumento das despesas com impostos, taxas e honorários. Dependendo da complexidade do caso, um inventário pode se arrastar por anos.
“Planejar a sucessão não significa antecipar problemas, mas proteger o patrimônio construído ao longo da vida. Quanto mais cedo a família organiza a documentação e entende as alternativas legais disponíveis, menores são os riscos de conflitos futuros e maiores são as chances de preservar o valor dos imóveis”, destaca o advogado.
Com o patrimônio imobiliário ganhando cada vez mais relevância nas estratégias familiares, especialistas recomendam que proprietários realizem revisões periódicas da documentação e busquem orientação jurídica preventiva, especialmente quando existem múltiplos herdeiros ou imóveis de maior valor envolvidos.
Serviço: Carlos Alberto Zonta Junior
Advogado Imobiliário, OAB/PR 77920
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