Especialista alerta para dificuldade de acesso, preconceito e aumento da demanda por atendimento psicológico no Brasil
O Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, reacende um debate que continua urgente no Brasil: os desafios da saúde mental. Apesar dos avanços conquistados nas últimas décadas, especialistas afirmam que o acesso ao tratamento psicológico e psiquiátrico ainda está distante do ideal, enquanto os casos de ansiedade, depressão e esgotamento emocional seguem crescendo de forma preocupante.
Segundo o psicólogo clínico Luti Christóforo, um dos principais obstáculos continua sendo a dificuldade de acesso ao tratamento. “Muitas pessoas não conseguem iniciar um acompanhamento por questões financeiras, pela falta de profissionais na rede pública ou pela burocracia dos sistemas de saúde. E, muitas vezes, quando conseguem atendimento, ele não ocorre com a continuidade necessária”, afirma.
O especialista destaca que a saúde mental exige acompanhamento contínuo, vínculo terapêutico e acolhimento individualizado. “A saúde emocional não pode ser tratada de forma superficial ou acelerada. Cada pessoa possui uma história, um contexto e necessidades específicas”, explica.
Outro ponto preocupante é o preconceito que ainda envolve o cuidado psicológico. Mesmo com o aumento das discussões sobre o tema, muitas pessoas continuam associando a busca por ajuda a fraqueza ou incapacidade emocional. “O estigma ainda faz com que muita gente sofra em silêncio. O medo do julgamento social impede que pessoas procurem ajuda no momento em que mais precisam”, ressalta Luti.
A procura por atendimento psicológico também aumentou significativamente nos últimos anos. De acordo com o psicólogo, a rotina acelerada, a pressão por desempenho, as cobranças profissionais e a comparação constante nas redes sociais têm impactado diretamente a saúde emocional da população. “Questões como ansiedade, estresse crônico, sensação de vazio e depressão se tornaram cada vez mais frequentes nos consultórios”, comenta.
A data da Luta Antimanicomial também reforça a importância do cuidado em liberdade, substituindo antigos modelos de isolamento por acolhimento e reintegração social. Para Luti, a psicoterapia vai além do tratamento de crises emocionais. “Buscar ajuda é um ato de coragem. A terapia é um espaço de autoconhecimento, fortalecimento emocional e construção de uma vida mais equilibrada”, afirma.
O especialista reforça que falar sobre saúde mental é também discutir empatia e responsabilidade coletiva. “Enquanto ainda houver dificuldade de acesso, preconceito e aumento da demanda sem o devido suporte, a saúde mental continuará sendo um grande desafio social”, conclui.
Serviço: Luti Christóforo, psicólogo clínico
(41) 99809-8887
@luti.psicologo
lutipsicologo@gmail.com
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